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Gente Ruim só manda Lembrança pra Quem Não Presta Full Album Lyrics

Gangrena Gasosa - Gente Ruim só manda Lembrança pra Quem Não Presta cover art
Band
Album

Gente Ruim só manda Lembrança pra Quem Não Presta

(2018)
TypeAlbum (Studio full-length)
GenresCrossover Thrash
Album rating :  –
Votes :  0
Lyrics > G > Gangrena Gasosa Lyrics (12) > Gente Ruim só manda Lembrança pra Quem Não Presta Lyrics (12)
Submitted by level 21 Eagles (2018-02-06)
1. Ponto de Abertura (2:42)
Laroyê!

Chão se abre no terreiro
E ninguém arreda pé
Bota fogo no braseiro
Pro compadre Lúcifer

Laroyê!

Exu ri mas fala sério
Pra demanda se quebrar
Quando vem do cemitério
Traz feitiço do lado de lá

Pode fumar
Exu veio trabalhar
Pode beber
Exu veio trabalhar
Pode cantar
Exu veio trabalhar

Gangrena Gasosa
Vem na linha da Calunga
Despacha todo Quiumba
Pra firmar o Saravá

Gangrena Gasosa
Pra firmar o Saravá
2. Gente Ruim (3:28)
Ih, chegou o mais malandro
Alta carga de onda errada
Na base do simidão
Cheio de caô
Pimenteira secô
Olha dentro do teu olho
E te chama de irmão

É o famoso ‘abacard’
Sempre muito carente
Sofre muita injustiça
Tudo muito comovente
Te pede logo um dinheiro
Diz que é muito parceiro
E te atrasa ali na frente

Gente ruim só manda lembrança pra quem não presta
Gente ruim (4x)

Safado, maldito, lazarento, mequetrefe, calhorda, néscio
Acha que é onda ser picareta
Canalha, tratante, pilantra, muquirana, cabrunco, fuleira
Só sossega quando te vê na sarjeta

Porra lá vem esse encosto
Acha que vencer na vida
É na base da pernada
Judaria incansável
Mania miserável
De querer dar um preju
Em quem nunca lhe fez nada

Frequenta tua casa
Depois quer meter o loco
Tá ligado que pra Judas
A vala é muito pouco

Faz tua caveira por trás
Fala que não é racista e emenda a frase com ‘mas’
Mete a porrada nos filhos
E vai pra orla da praia para pedir paz
Mete bronca de ladrão
Com quem também tá fudido, pegando condução
Teu nome bem dobradinho
No pé do Cramulhão!

Gente ruim só manda lembrança pra quem não presta
Gente ruim (4x)
3. Terno do Zé (2:28)
Fudido desempregado
Mal saía do boteco
Na minha busca por um cruze
Só cantada de traveco

Quando abria a geladeira
O perrengue era pior
Que casa de passarinho
Só com agua e jiló

Tava puto da vida
Não tinha porra nenhuma
Que se foda a merda toda
Apelei para macumba

Parei de roer o osso
Hoje eu como costela
Passista de samba
E atriz de novela

Cada dia uma mulher
Dei descanso pra minha mão
Eu não como mais moela
Agora só filé mignon

To curtindo a vida como o diabo quer
Ando de carrão com as minas no meu pé
E pra pagar o trabalho que me deu fama e mulher
To devendo uma cachaça e um terno branco pro seu Zé

Cuidado
Cuidado
Cuidado
Cuidado
Que o santo vai te cobrar
4. Encosto (2:03)
Não foi convidado, mas está sempre com você
Zicando a tua alma
Mandando aquela inhaca pro pior acontecer
Encosto!

Lembra da macumba que jogou no teu vizinho?
Faz o mal pruzôto agora o mal tá grudadinho
Garrado no cangote te puxando para trás
Bye-bye pra tua sorte...

Insônia
Irritação
Vícios
Assombração
Pânico
Depressão

Salário reduzido e o pagamento atrasou
Na saída do banco um mendigo te roubou
Deve a todo mundo, braços dados com a miséria
Enxaqueca todo dia e ainda pega gonorreia
Encosto! Encosto!

Se entra numa briga apanha até de anão
Rabo de arraia, voadora e soco no coração
Pelo menos no amor tudo era verso e prosa
Até sua mina confessar trabalhar na Vila Mimosa
Encosto! Encosto!

Se alistou na boca quis pagar de sinistrão
Já de cara foi pra tranca e esculhambaram seu botão
Numa bad de brizola decidiu se suicidar
Quando bater as botas sabe o que você vai virar?
Encosto! Encosto! Encosto! Encosto!
5. Carnossauro Diet (2:38)
Eu diria sinto muito
Se por acaso lamentasse
Mas não troco meu churrasco
Por um monte de alface

A carne pinga sangue
O copo cheio de cerveja
É a maneira mais sincera
De curtir a natureza

Entenda a necessidade
De resistir a essa frescura
Desde o tempo da caverna
A gente come carne crua

Não quero nem saber se é cruel ou se é vulgar
Da minha carne malpassada eu não desisto sem lutar
Porque é preciso defender o nosso lugar
Reinando soberano na cadeia alimentar

Entre presa ou predador
O caminho é muito claro
É claro que eu prefiro
Ser o rei dos dinossauros

Não queria ofender
O pessoal na natureza
Então controle essa overdose
De delicadeza

Não quero nem saber se é cruel ou se é vulgar
Da minha carne malpassada eu não desisto sem lutar
Porque é preciso defender o nosso lugar
Reinando soberano na cadeia alimentar
6. Trabalho Pra 20 Comer (3:13)
Santo Antônio casamenteiro
Amansador de burro brabo
Afastai meus inimigos
Com 70.000 diabo
70.000 mil diabo, ai, 70.000 diabo

Namorei dichavadinho
Me convidou pro seu cafofo
Pela primeira vez
Mas se eu não defo eu não sossego
Com minha pulseira de prego
O Metal representei

Sem dinheiro, macumbeiro
E ainda por cima metaleiro
O pai dela disse que minha alma tá pagã
Se ele tentar me converter
Eu mando logo é se fuder
Vê legal, minha camisa diz Satã

2x
Dei um pulo na Quimbanda que é pra poder te prender
Fui fazer um trabalho pra 20 comer

Não é que o velho, quem diria
Bem no culto da vigília
Virou na Pombagira
Berraram a torto e a direito
Mas nada disso deu jeito
Acho que essa ninguém tira

Quando vi não conheci
O pai dela agora é travesti
Olha só que parada cabulosa
Nunca mais foi reprimida
Decidiu viver a vida
Pai eterno vou comer essa gostosa

2x
Só sei que o feitiço começou a acontecer
Efeito do trabalho pra 20 comer

Os 20 Exus me deram o papo:
“Bebe um copo de marafo
E leva arruda que o teu corpo vai fechar”
Mas eu sou burro pra caralho
Esqueci a porra do galho de arruda
Agora eu vou deixar pra lá

Não se afoba mulher
Pega firme mas não entorta
Na tua mão o fecho-eclair
Quase corta minha capota
A pica tava reluzente
Puxava o cu pra frente
Não vai ser esse acidente
A me tirar do batente

E essa catinga bisonha
Que sai da sua boca?
Mas pra quem tava na bronha
Isso é kizila pouca
Mas depois ficou brutal
Achei que tava até de pilha
Não é que a Universal
Até pra foda tem cartilha

Sacou vinagre e sal pra benzer o material
Me pelou e ele logo se encolheu
Pela falta da arruda a maldição de crente gruda
É só dar mole e quando vê já se fudeu

Eu vou pedir ao Pai-de-Santo
Pra você me esquecer
Consertar a burrada que eu fiz
Que foi pedir um trabalho pra 20 comer
7. Farda Preta de Caveira (2:19)
Não importa se é favela ou agreste do Sertão
Sempre há de ter uma peste, há de ter uma Legião
Isso não é de agora não, quando um já era muito
E alguns eram multidão

O uniforme, um jeans surrado, uns spike enferrujado
O show só era bom se tu voltasses machucado
Na camisa uma caveira rádio alto pa caralho
Aporrinhava a rua inteira

Desde os tempos do Caverna e do Bar do Juvenal
Antes mesmo do CD e do Saravá Metal
Os Farda Preta de Caveira deram um trato na tosqueira
E construíram underground
E construíram underground

Farda Preta de Caveira

Era mais um meliante, um ativo militante
Ou só representante da Brigada do Metal
No interior do Amapá, Madureira ou no Pará
No Juramento ou Irajá
Alô, Irajá!

Chapado de cachaça dando aquela bandeira
Zóio sempre vermelhão e a desgrenhada cabeleira
Roupa preta no verão não tem como se negar
Que é uma peste metaleira
Que é uma peste metaleira

Farda Preta de Caveira

Ensaio mal arrumado lá no fundo do quintal,
Bateria improvisada no meio do matagal
Continua um mistério ainda ter quem leva a sério
Fazer pacto com o Mal
8. Se Liga Doidão (Zé Droguinha) (4:13)
Exerça o direito de se entorpecer
Quem decide o que tomar é você
Só não vale perder o elástico da calcinha
Longe daqui se for pagar de Zé Droguinha

Nariz todo branco escorrendo o melado
A bilha vermelha, todo vomitado
Máquina de dar mole
Máquina de dar mole

Se liga doidão

Mexe cuzôto, arruma briga e cai no chão
O apelido é “Ímã de Camburão”
Fica gritando “Olha como eu sou doidão”
Ainda diz que não é explanação

Ô Zé Droguinha
Tira essa luz daqui
Freio de mão de viatura
Prontinho pra tomar mais uma dura

Se liga doidão

2x
Olha quanto cana
Enquadrando o maluco
Já tomando esculacho
O quengo já vermelho
Cacetetada no joelho
“Se eu achar vai ser muito pior”

Se liga doidão

Ainda tenta dissimular
“Isso não é meu não senhor”
(5 botadão no meio da palhaça)

Mas que pranchadão
Foi esse que eu ouvi?
Mesmo noutro quarteirão
Chega doeu aqui

Se liga doidão
9. O Saci (3:18)
Passa aquele tufão!
Voa moleque!
Cuzóio do cão
Vermelhos de sangue
Cachimbo servidão
Com brenfa e com Jurema
Encarnação
Da lógica caótica

Cavalga em noite de luar
Trança a crina do cavalo
Pra poder se agarrar
Faz o bicho disparar
Sugando seu sangue
Até o danado minguar

Saci Pererê
Ele pula, ele corre
Atrás de você

Despacha lá no bambuzá
Fumo de rolo com pinga
Ou não consegue passar
Assim que o dia clarear
Vira Matinta Pereira
E continua a agourar

Ele pula, ele corre
Atrás de você

Saci é alma penada
Tem fogo na mão furada
Só bota pilha errada
Escuta a gargalhada

Saci Pererê
Ele pula, ele corre
Atrás de você
10. Fiscal de Cu (2:28)
“Estamos aqui para graduar
Esse importante profissional
Foram anos a fio
Estudando a anatomia moral”

Cada gladiador realiza o sonho
Tão inútil quanto escroto
De se tornar mais um bisonho
Que escolta o cu duzôto.

“Quem se forma hoje tem uma missão
Como escrutina nosso estatuto”
Tem que impedir a contramão
Na guilhotina do charuto

Vai regular o que é teu
Não é teu bozó no desenrolado
Só se quiserem mandar no meu
É que vou ficar bolado

Fiscal de Cu

Os cães atacam a mando do bispo
Se não for crente é do mal
Tudo isso é medo do risco
De curtir o rebelisco anal

Fiscal de Cu

Muito ainda se avalia
A importância do cu
Será por tamanha alegria
Do povo Xanadú?
11. Jogo do Bicho (2:31)
Agora vai
Tô sonhando com um bagulho direto
Há mais de um mês
Só pode ser
A chance deu poder me dar bem
Ao menos uma vez
Será que dá?
O mais longe que cheguei no bingo
Foi fechar uma fileira
Vou ganhar
Já comprei até um livrinho de sonho
No Mercadão de Madureira

O livro diz
Que sonhar com gente que é famosa
Dá pavão
Mas também
Se sonhar com maluco no trono
Joga no leão
Pensando bem
No campo tinha flor pra caralho
Vou na borboleta
No final
Tinha uma árvore no meio da parada
Isso é macaco na cabeça

Jogo do Bicho
Já premiou minha vizinha
Meu tio que é servente de pedreiro
Me disse que isso dá dinheiro
Jogo do Bicho
Essa vizinha de Irajá
Todo mundo diz, até o bicheiro
Que hoje ela mora no estrangeiro

O quê que eu faço?
Deve ter algum macete
Achei que dava pra entender
Mas é bicho pra cacete
Acho que dá leão
Mas não tô confiante
Por que esse barulhinho
Me lembra um elefante

Decidi
Seja o que Satã quiser
Dei um tiro no escuro
Já que não
Consegui interpretar esse sonho
Joguei tudo no burro
Me fodi
Bem que eu achava esse sonho esquisitão
Dá um troço no bucho
Descobri
Era o porco do bolsonazi
Com seus fãs no Teletubbies

Jogo do Bicho
Deu cruzado com avestruz
Que é muito grande, mas se esconde
Igual a todo encubado
Jogo do Bicho
Não adianta se esconder
Mesmo que existisse cura gay
Porque na cabeça deu veado
12. Darkside (1:08)
Alguém lhe acordou
Mas não tinha ninguém
A voz falava pra alma
Lhe pedia calma
E dizia que falava do além

Fundar religião
Era sua missão
Recebia poder
Começou a atender
Parecia sempre ter a solução

A fama do seu bruxedo
Provocava medo
Pavor, calafrio
A voz na sua cabeça
Faz com que apareça
Seu lado sombrio

Emissário do mal
Servente do cão
Sua conversa convencia
Que a seita levaria
Todo mundo que seguia à salvação

Facada
Evisceração
O sangue jorrava
E ele não parava
Esquartejava e botava no fogão

A fama do seu bruxedo
Provocava medo
Pavor, calafrio
Dizia servir ao capeta
Mas só queria carne
Pra fazer salgadinho

A voz na sua cabeça
Faz com que apareça
Seu lado sombrio
A voz na sua cabeça
Faz com que apareça
Seu lado sombrio
Info / Statistics
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Albums : 121,855
Lyrics : 149,338